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Questão ambiental é chave para a estratégia industrial, avalia FIESC
03/05/2012

Florianópolis, 3.5.2012 - A questão ambiental é chave para a estratégia industrial, afirmou o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Glauco José Côrte, que participou da reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Indústria (COEMA), realizada nesta quinta-feira (3), em Florianópolis. Côrte lembrou que uma das ferramentas, a tecnologia limpa, é um fator de atração de investimentos, de redução de custos, além de contribuir para a melhoria da competitividade das organizações. "O assunto meio ambiente é importante para a sustentabilidade das empresas. Queremos contribuir para uma agenda positiva de sustentabilidade da indústria brasileira", enfatizou ele. 

O evento reuniu na FIESC representantes das Federações de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, do Paraná, do Espírito Santo e de Minas Gerais. "Precisamos conhecer a realidade de cada localidade. Não adianta ir para Brasília achar que vamos criar soluções. Quem conhece efetivamente as questões da indústria e os problemas ambientais de cada região é quem está na região", afirmou o presidente da Federação de Minas Gerais (FIEMG), Olavo Machado Júnior, que também preside o COEMA.

O gerente de meio ambiente da CNI, Shelley Carneiro, afirmou que o setor industrial tem delineado um caminho mais seguro, levando em conta a diversidade da indústria no Brasil. Para ele, as reuniões regionais são importantes para poder identificar os pontos em comum que podem ser potencializados para se conseguir mudanças em nível nacional. "Precisamos trabalhar integrados. Estamos fazendo um trabalho de equipe. Realmente estamos procurando congregar a maioria dos empresários e trazer solução para os problemas e termos resultados na ponta", salientou Carneiro. 

Ao longo do dia, foram apresentadas as boas práticas de Santa Catarina que estão sendo disseminadas aos demais Estados, como o programa de reciclagem de EPS (isopor), criado há cinco pela empresa Termotécnica de Joinville. O presidente do Comitê Estratégico da FIESC para Logística Reversa, Albano Schmidt, afirmou que o isopor é 100% reciclável e reaproveitável. No início do programa eram recicladas 40 toneladas por mês. Hoje são 500 toneladas. 

Para realizar a reciclagem foram criados mais de mil pontos de coleta, que contam com o apoio de grandes redes de distribuição e mais de 260 cooperativas. O isopor reciclado tem como destino a construção civil e embalagens que acondicionam frutas, por exemplo. "Todo o processo precisa da ajuda da sociedade. Sem a ajuda da sociedade não funciona", enfatizou ele, lembrando que o consumidor também precisa fazer a sua parte para que as embalagens possam voltar ao processo produtivo para que seja feita a reciclagem. "Apesar das dificuldades é factível fazer", disse Schmidt, chamando a atenção para a Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei federal que trouxe mudanças na relação de produção e consumo e chama toda a sociedade para fazer a sua parte no destino correto do lixo. 

Leis: em sua apresentação, o presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal da FIESC, Odelir Battistella, falou sobre os quatro principais pontos que serviram de base para a elaboração do Código Ambiental de Santa Catarina: a valorização das realidades regionais, as áreas consolidadas, a discussão de competência e o pagamento por serviços ambientais. Ele destacou que a elaboração da lei catarinense obedeceu a um rito democrático, com a realização de diversas audiências públicas.

Em relação ao Código Florestal, que está para ser sancionado, Battistella ressaltou que a peça deveria ser apresentada na Conferência Rio+20 pelo fato de ser o resultado de um trabalho que envolveu uma série de discussões. "A sociedade tem que encontrar um jeito de apresentar o Código como uma forma de desenvolvimento sustentável e não com a visão distorcida", afirmou ele, referindo-se às críticas à nova legislação. Segundo ele, a base do Código Ambiental catarinense está refletida no Código Florestal. "Isso foi um avanço", declarou Odelir lembrando que a nova lei federal traz entre outras mudanças a definição que o órgão que licencia será o órgão que deverá aplicar multa. Em outros momentos, um órgão emitia a licença ambiental e outro órgão aplicava a multa, o que gerava insegurança jurídica.


Fonte: Fiesc Net
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